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Thiago Gama | Site Oficial

Como empreender e começar um negócio do zero

As estatísticas mostram que o empreendedorismo é o sonho de muitas pessoas. Além de abrir negócios por oportunidade, a recessão financeira intensificou o surgimento de negócios abertos por necessidade, liderados por pessoas que ficaram desempregadas recentemente ou que precisam agregar mais renda.

O erro, porém, é que muitas das empresas abertas por necessidade não são muito inovadoras. Para se destacar, você precisa de organização, força de vontade e paciência. Ter paixão pela ideia também ajuda a levar a marca ao sucesso.

A combinação dessas habilidades é o que podemos chamar de perfil empreendedor. Para medir seu potencial, o empreendedor deve ser capaz de reconhecer seus pontos fortes, bem como suas limitações.

Habilidades de liderança, capacidade de motivar, boa comunicação, otimismo, capacidade de tomada de decisão e visão de futuro são habilidades bem-vindas quando o objetivo é começar um negócio do zero. Porém, saber começar a empreender e cumprir as primeiras exigências burocráticas é um dos principais obstáculos para quem busca um novo desafio profissional.

O empreendedorismo traz alguns benefícios e possibilidades – como fazer o seu próprio horário, trabalhar com o que gosta, ter a chance de ganhar mais – mas é importante lembrar que a vida de um empreendedor envolve muitos desafios.

Se você tem capital inicial, a tendência é que o começo seja mais fácil e seguro. É importante notar que não é impossível começar do zero – na verdade, muitas empresas começam assim.

Porém, as estratégias vão depender muito do negócio em questão. No ramo de alimentação, por exemplo, você pode começar aos poucos, em casa, até economizar uma boa quantia para alugar um espaço, comprar equipamentos e contratar mais gente.

Porém, se você precisa de investimento para dar o primeiro passo, procurar no mercado opções de empréstimos com taxas de juros mais baixas pode ser uma boa opção.

Para começar, é preciso apostar em uma tarefa importante, mas que muitos recém-chegados ao empreendedorismo ainda negligenciam: o plano de negócios.

  1. Faça o plano de negócios

O plano de negócios é o primeiro passo a ser dado se você decidir empreender. O processo, que pode parecer complexo à primeira vista, fica mais fácil quando você faz muita pesquisa, lê sobre o assunto, tem um software ou o próprio franqueador, se for o caso.

Desenhar um plano significa definir onde sua empresa pretende chegar e que caminho seguirá para atingir seus objetivos e metas. O planejamento financeiro também entra nessa fase, mostrando de forma objetiva o quanto o gerente pode dar a cada setor.

Achando que o assunto é muito complicado, alguns gestores o deixam de lado. Este é um erro grave que você não deve cometer!

Quando as metas são planejadas e as estratégias são definidas com antecedência, o gerente evita perder dinheiro ao iniciar um negócio do zero.

  1. Pesquise o seu público

O plano de negócios da empresa está alinhado com o conhecimento do público-alvo que sua marca atenderá. Isso ajuda você a escolher o melhor local da cidade para montar a loja e criar estratégias de marketing consistentes com seu cliente ideal.

Para conhecer o público-alvo, o gerente não tem como pesar na pesquisa! Vá a campo com pesquisas e peça às pessoas desse local que respondam a perguntas que ajudem a desmistificar seu futuro negócio. Explicamos melhor!

Ao pesquisar o cliente ideal, o empreendedor deve saber sua idade estimada, o local em que esse público está concentrado, o tíquete médio gasto pelo cliente e seus problemas. Seu posicionamento no mercado se torna mais sólido e eficiente com essas informações.

Pode parecer estranho falar de “problemas” para o consumidor, mas quando ele entra em uma loja, está procurando o produto ou serviço capaz de sanar sua falta. É importante saber o que seu público exige.

  1. Investir em marketing

Acha que é muito cedo para planejar o marketing? É hora de repensar essa ideia! O marketing não ele só serve para promover seus produtos depois que a loja já está funcionando. Ele também é responsável por agregar novos clientes para conhecer seu negócio.

O objetivo do marketing também é atrair esses consumidores potenciais, chamados prospects. Ao atraí-los para conhecer seus produtos e serviços, é hora de trabalhar para conduzi-los pelo chamado funil de vendas.

O pipeline, ou funil, é o caminho que sua empresa deve se planejar para seguir com o consumidor, levando-o desde o primeiro interesse na loja até a fidelização desse cliente.

  1. Aposte no diferencial competitivo

A vantagem competitiva de uma marca é o que a diferencia de seus concorrentes. O fator competitivo da empresa envolve a noção de valor e preço. Você pode diferenciá-los?

O preço é aquele número objetivo, indicado na etiqueta, que mostra quanto o cliente precisa gastar por um produto ou serviço. O valor, por outro lado, é de natureza subjetiva e depende da percepção do próprio cliente.

O que faz o consumidor pagar mais por um produto de marca conhecida, mesmo com opção mais barata e qualidades semelhantes ao primeiro produto? A resposta é valor.

Agregar valor deve ser o objetivo de sua organização desde o início. Quem deseja iniciar um negócio do zero deve estar disposto a investir em suas vantagens competitivas para avançar em um mercado cada vez mais acirrado.

O atendimento é um diferencial que chama a atenção do consumidor! Invista na qualificação de sua equipe de colaboradores, incluindo treinamentos constantes. Manter um registro dos clientes também ajuda no processo.

  1. Processos de controle

Coletar dados e manter registros é inútil se o gerente não usar esses dados em sua função. Certifique-se de avaliar o desempenho de sua equipe de funcionários e medir o sucesso de cada estratégia aplicada.

Todo processo precisa ser bem gerenciado e avaliado após seu desempenho. Para otimizar a precisão das análises, o empreendedor que aceita o desafio de começar seu negócio do zero precisa ter o suporte de tecnologia.

Algumas reflexões sobre o futuro pós-pandemia

A pandemia trouxe uma ressignificação em nossa história num período atípico, em que instituições, governos e relações humanas foram levados ao limite. Desde a primeira notícia de que um estranho vírus mortal surgiu na metrópole chinesa de Wuhan e começou a se espalhar, primeiro para os vizinhos asiáticos e depois para a Europa, o conceito de normalidade entrou em colapso. Não imaginávamos que esse vírus chegaria tão longe e permearia os quatro cantos do planeta.

As primeiras cenas dos enormes hospitais de campanha da China, o desespero do país em produzir aparelhos respiratórios e máscaras descartáveis ​​deram lugar a imagens de navios de cruzeiro em quarentena, hospitais cheios de pacientes, caixões enfileirados esperando para serem enterrados em cemitérios além de sua capacidade e etc…

A situação estava incontrolável e as notificações de casos e óbitos surgiram em todo o mundo e o Brasil passou a ser a escala do novo coronavírus em fevereiro de 2020, praticamente ao mesmo tempo em que a crise de saúde era classificada como pandemia. O fato é que a Covid-19 mudou a normalidade de outrora em nossas vidas.

Entramos em 2021 com a chegada das vacinas contra a doença. E mesmo com o imunizante disponível, as mudanças engendradas nos últimos meses vão deixar rastros permanentes, além de provocar profundas reflexões sobre os caminhos que queremos – e podemos – seguir. Mas o meu convite a vocês é que pensemos nas mudanças mais profundas, aquelas transformações que devem moldar a realidade que nos rodeia.

Nos ambientes de trabalho, podemos constatar que hábitos, costumes e valores estão mudando e afetando as relações de trabalho. Estamos começando a ver que não precisamos de tantas pessoas trabalhando no mesmo lugar todos os dias por tanto tempo. As empresas estão apostando e se especializando em sistemas de informação, incorporando o processo digital. Mas essas são pequenas mudanças em relação ao que podemos esperar.

Muitos futuristas dizem que o coronavírus funciona como um acelerador de futuros. A pandemia antecipa mudanças já em curso, como o trabalho a distância, a educação a distância, a busca pela sustentabilidade e a demanda social por empresas mais socialmente responsáveis. E isso é perceptível.

Outras mudanças foram mais embrionárias e talvez ainda não tão perceptíveis, mas agora ganham um novo significado diante da revisão de valores em meio a uma crise de saúde sem precedentes para nossa geração. Alguns exemplos, podemos citar o fortalecimento de valores como a solidariedade e a empatia entre as pessoas e organizações, bem como o questionamento do modelo de sociedade baseado no consumismo e no lucro a todo custo.

Por outro lado, infelizmente, durante a pandemia da Covid-19, o negacionismo no Brasil adquiriu proporções alarmantes, manifestando-se na negação ou minimização da gravidade da doença, no boicote de medidas preventivas, na ausência de um plano estratégico nacional de saúde, na subnotificação de dados epidemiológicos, recomendações de tratamentos sem validação científica e tentando desacreditar a vacina, entre outros exemplos. Tudo isso comprometeu a resposta do país à pandemia.

Mas a boa notícia é que, no mínimo, algumas lições duramente conquistadas provavelmente ganharão força nos próximos anos. Além das mudanças impostas pela pandemia, a crise que vivemos deve servir de oportunidade para nossos representantes definirem como prioridade o investimento permanente na ciência e na melhoria do sistema público de saúde. No entanto, a sensação é que aprendemos muito pouco, perante um futuro que nos reserva.